Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de escrever.
Ele anda escasso, veloz e teimoso.
Acredito que as palavras, este espaço secreto, este blog de décadas seja onde realmente me encontro, talvez o meu melhor amigo, onde posso dizer o que sinto e aliviar os pesos e congratular as conquistas sem parecer exibida ou arrogante.
Tive dois dias em casa, desfrutando de um banco de horas de mais de cem horas acumuladas, mas estes últimos, foram sem culpa sem cobranças.
Apenas em casa, mexendo nos armários, passando os pijamas em um amaciante cheiroso, bebendo chá de gengibre com mel e limão. Sem gripe, sorvendo pela delícia que é agradar o paladar.
Estamos escrevendo um livro novamente e eu precisava inspiração para contar de mim, do que sou quando ninguém está olhando. Foi um exercício tão bom de fazer e me reportou pra cá. Me deu vontade de escrever. Visitei alguns blogs e amigo, que não escrevia muito tempo, tem um texto novo de julho de 2026. Eu sei que a escrita pode salvar muita gente. Ela me anima, me acalma, me alivia.
Ah, e em tempos de IA, eu prefiro escrever o que sinto.
