12 fevereiro 2015

Ela voltou

Hoje  foi o dia  que a D. Maria  voltou, depois de quase dois meses sem ela, eu a recebi com um caloroso abraço. Gosto muito mais dela do que da limpeza que ela faz. Seu trabalho vem muito a calhar, pois de tudo que existe nesta nesta vida que seja digno e para ganhar o pão, fazer comida e passar roupas não me pertencem. Eu bendigo a Dona Maria, bendigo a sua presença em minha casa, temos  laços de amizade. Eu estava  com saudade. Antes da Dona Maria ir o cansaço de dezembro estava assolador, agora  a alegria e  a energia do novo ano  toma  conta de mim. Antes dela ir minha menina não tinha feito provas em cidades  vizinhas para pleitear emprego, agora esta bem pertinho e feliz  com o novo trabalho. Também não tinha carteirinha da OAB , apenas o stress de muito estudo e estudo e estudo. Dona Maria tinha uma filha solteira, que muito prematuramente se "ajuntou" com o namorado. Ela também descansou e estava sorridente. Nós falamos de tudo isso e mais um pouco do noticiário local, também falamos das mudanças  do transporte escolar. Ah, eu adoro a D. Maria! Que coisa bem boa  que ela já  voltou!








09 fevereiro 2015

Sinais

Talvez seja o fim dos tempos, assim diria minha avó se aqui neste plano ela ainda estivesse.
Existe uma facilidade muito grande em apontar defeitos, ver o que não funciona, citar a única coisa que não deu certo.
A tolerância está no limite!
Tomara essa gente chata  e mesquinha não conseguir abalar a fé que eu ainda tenho no mundo e nas demais pessoas.
Esta hoje é a minha prece:
 Que eu não perca  a esperança e a fé!



29 janeiro 2015

ufa!!!!

ah! 
essa pegada  de início de ano é BRUTA!

Sorte  que logo a coisa entra no trilho e começa  a deslizar.



25 janeiro 2015

Retornando

Amanhã,  será  o primeiro dia de trabalho de 2015.
Nestas  férias eu me dei o direito de descansar, relaxar, não pensar.
Apenas  recarregar as energias e NADA  mais.
Eu retomo  com vontade  e grata por ter  pra onde ir e o que fazer. Basta alguns  minutos de concentração e eu percebo o quanto preciso do que faço  pra viver.



P.s 

Não contarei a ninguém mas este ano vou voltar a escrever.

isso é bonito!


01 setembro 2014

POR  / 31 JUL 2014

Eram momentos de grande sofrimento, pois gastava 4 horas por dia, entre ir e vir da escola e mais adiante do trabalho. No total, foram mais de 5 anos percorrendo pelo menos 30 mil quilômetros. Usando a calculadora, essas 4 horas diárias também podem ser traduzidas em quase 1.000 horas por ano, ou seja, cerca de 40 dias por ano dentro de um transporte coletivo, lotado e presenciando muitos assaltos e as mais mirabolantes situações com as quais um morador da periferia aprende a conviver com naturalidade.
Como saía de casa antes das 6 da manhã, ainda escuro, tinha o hábito, dentro do ônibus, de pé e apertado no meio de dezenas de pessoas, de ficar observado através do reflexo no espelho, a fotografia de minha vida: um adolescente, amassado dentro de um coletivo, com uma mochila cheia de livros, de pé por duas horas, em direção à escola.
Do lado de fora, ao ver essa fotografia lamentável, mas que no entanto se tornou algo muito comum na rotina de milhões de pessoas nos principais centros urbanos brasileiros, que perspectiva mais relevante poderia ser atribuída a esse amontoado de gente amassada?
A memória de minha adolescência sempre me leva a essa minha antiga rotina. É disso que gosto de me lembrar, porque posso me conectar com minha essência, com o que sou, de onde vim e me lembrar de todas as vezes em que usava esse tempo para sonhar e planejar uma mudança de vida.
Mas minha principal razão para manter viva essa memória é preservar a certeza de que qualquer pessoa, por mais desqualificada ou vira-lata que pareça, um “da Silva” qualquer como eu, ou um suburbano sem classe como eu, ou um pobretão sem referencial como eu, ou um filho de gente simples e sem pedigree, pode transformar o caos numa realidade completamente diferente.
Se eu me esqueço de quem eu sou e de onde vim, imediatamente perco a autoridade de lhe dizer que você também é capaz de mudar sua realidade de vida. Basta não sucumbir ao coitadismo.

06 julho 2014

Muito obrigada!

...tantas são as coisas  que a gente ouve  em um velório, quantas sensações e emoções, muitos momentos da vida para relembrar e passar  a limpo, tanto mais quando se passa  o dia e a noite inteirinha  ... Eu sempre procuro repensar o ritmo da vida.
A pessoa  da qual nos despedimos é exemplo de  LUTA , veio ao mundo para construir uma grande família, dezesseis  filhos, netos, bisnetos, tataranetos. Antes mesmo que a doença a acometesse  totalmente, conseguiu dar testemunho de vida e persistência. Foi uma Fênix! Lutou até o último instante e mesmo que dizia  a muito tempo estar pronta para partir, deixou evidente que ainda queria ficar.
É  fato que a missão da vida já deve ter sido cumprida aos  92 anos, mas a  gente sente, lembra, rememora e vai ficar com saudades! A gente nunca quer se despedir, mesmo sabendo que isto é inevitável!
Mas o que realmente fez minhas lágrimas  rolarem incontidas, foi ver  a dor estampada em vários rostos, mas em UM em especial, um que pra mim é o exemplo de dedicação e doação, daquela  que tem o nome de MARIA, que dedicou a vida  a uma causa, que teve  coragem de ser filha e mãe, e isso não por nenhum outro motivo além de AMOR. Sim este é amor incondicional, com vivências, diferentes de alguns  compostos somente por palavras... amor, daqueles  que cuidam, amam e se dedicam no sentido real da palavra, zelando por   todas as necessidades físicas, emocionais, espirituais.
Se existe alguém que eu admiro de coração é você  e o exemplo que destes, estando sempre junto e incansavelmente dedicando tua vida  a uma causa de amor.
Visitas, ligações, algumas presenças tem seu valor, até acredito que a sua forma cada um tentou fazer, e quem não o fez terá tempo para se arrepender, mas estar TODOS os santos dias e noites  de muitos anos e especialmente dos últimos  doze anos de vida, ali, presente, esta  foi TU  e somente Tu! Tenha orgulho disto e a certeza do dever cumprido!
Por isso e muito mais, o meu respeito e a minha admiração, conte sempre  comigo eu só tenho  a agradecer pelo tanto que você me ensinou a  ser filha, e se um dia eu precisar ser mãe  da minha mãe é de Ti que eu me lembrarei.
Te amo, abençoada MARIA, que DEUS conforte teu coração. se todos os nossos  sofrem  com a partida, e eles sofrem, eu sei que nenhum de nós sofre  como você.
Vou rezar muito, muito mesmo, para que a dor que você  sente se  transforme apenas em saudade e certeza do reencontro.
Conte sempre  comigo, estarei sempre aqui pra te abraçar e cuidar de ti!


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Sempre

 Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de  escrever. Ele anda escasso, veloz  e teimoso. Acredito que as palavras, este espa...