04 maio 2014

Destas vontades absurdas!

...Vontade de  voltar  ao verão.
 De  beber  vinho  e cantar  até de manhã.
 De  soltar os bichos, TODOS!

Vontade  de  seguir  conselho:
" de  colocar o mundo no MUDO e  escutar só o coração!"

Somos, infinitamente SOMOS!


01 maio 2014

Hoje está ventando!

...o vento depois da chuva limpa o céu  e devolve o azul, da  tonalidade mais linda  que se possa  ver. Eu amo os ventos que vem depois das  chuvas, ainda que neste mês  do ano eles tragam frio.
Penso sempre  que eles  expressam a forma  que encaro a vida, pois  o que não tem remédio, remediado está. Se  chegou o fim era  pra terminar, se estava escuro eles trazem claridade, novos ares, novas ideias. Somente quem se desprende  das  nuvens escuras conseguem observar a claridade  do sol.  Lamento  pelos  que não  permitem que o vento passe em suas  vidas, perdem certamente um tempo sagrado de viver  em paz.
Também é pertinente  pensar  que algumas  coisas precisam ir embora no meio de um vendaval e outras... ah!  outras  ficarão sempre  e para SEMPRE presentes com a devida intensidade  que dedicamos a elas.



04 março 2014

Falecimento anunciado!

Meu not  dá  ares de  que vai falecer.
Tem seus  seis anos de lida  diária, ele realmente é muito  utilizado. E se morresse hoje já teria cumprido sua missão.
Desapegos e substituições  tecnológicas, eu  sofro dos  dois problemas. Mania  de considerar  que  o que é meu precisa durar  pra sempre, isso inclui amizades,trabalhos, livros, bolsas, sapatos, lugares, cheiros  e tanto o mais... Também me preocupa absurdamente  a rapidez  com que as pessoas  trocam tudo, substituem, jogam no lixo, vejo as tecnologias em perfeito estado se   tornando obsoletas pelo simples fato de  substituírem no mercado  por outra  com mais velocidade, ou seria  o consumismo? Ou o desejo de ter o que é melhor e mais potente? É, acho que faço parte de uma geração que  gosta  do cuidado, dos  consertos, dos reparos, que estabelece uma relação de apego e de  valor as coisas  que tem e suou pra conquistar. Será isso  bom? Será fruto de uma geração? Será  por ter nascido aqui  e na família no contexto histórico em que me constituí? Vai  saber... O que tenho certeza é  que sofro com despedidas, me dói abrir mão das minhas  coisas, me machuca perder pessoas  que amo. Sorte não ser assim com ideias, por sorte consigo quebrar paradigmas  com mais facilidade  do que dou fim em minhas meias  velhas.
Prevendo  o falecimento  anunciado estou tratando de salvar tudo que posso. Função de dias e dias. Dentro de um notebook  tem parte da vida acadêmica, tem frases,imagens, músicas poesias, textos  e afins. Mas, o que primeiro eu resolvi salvar, acometida pela  síndrome de que "amanhã ele pode não ligar mais" foram as minhas  fotografias. Que são milhares, milhares mesmo de verdade, tem centenas de cada evento, de cada encontro, de cada  viagem , de cada almoço de família. E carregando todas  no "oneDrive" criei um ritual de observá-las carregando e concomitantemente ir apagando em sua pasta de origem, para poder observar bem, ver todos os detalhes, detectar  minúcias outrora não vistas. Elas me parecem tão mais bonitas, puxa,(!) quantos lugares maravilhosos os meus olhos já viram...Quantas pessoas fantásticas eu já tive o prazer de retratar.  E neste exercício tenho lembrado de tantas passagens, tenho despertado tantas impressões e sensações que me fazem  me amar mais e amar  mais a fotografia. Elas eternizam momentos, elas acordam emoções! 

E eu, sigo com o firme  propósito de fazer aquele curso e sair pelo mundo livre e solta clicando aqui, ali e acolá, para ter pra sempre o que lembrar e salvar e reobservar.

03 março 2014

Ai, que bom estar aqui!

Diferente do que sou, ando  meio  quieta...
Meio  triste, e bem cansada.
Não tenho tirado tempo pra mim, nem  para o básico.
Nas últimas  manhãs  todas,  tenho nascido antes do sol, e desligando o celular depois de já estar  a  tempo no trabalho.
TRABALHO! E mais trabalho, como é difícil emplacar ritmo a uma equipe.
Chego  a me perguntar  se realmente  um dia  emplacaremos.
É tempo de  pisar no freio. De  refletir  sobre a direção, de analisar o combustível... E de uma forma  que antes  nunca  foi.
Presumo que  uma das coisas  que me falta é  a escrita. Dentre tantas  outras  que me sobram.
Estou tanto  tempo longe de mim.
Assim sem muita reflexão, vivendo na correria, trabalhando mais  do que nunca.
Colocando por terra  todas as promessas  de  final de ano.
Quando eu escrevo, ainda que seja sem público, plateia ou leitores, eu me reavalio, eu repenso as minhas  coisas, eu me encontro, consigo escolher o trilho em que quero deslizar.

E não  que a vida  esteja ruim, muito menos  que eu não seja absolutamente  grata  por tudo que tem me acontecido.
Sensação boa de sentir os dedos deslizando no teclado e trazendo a tona algumas  coisas  que ninguém mais entenderia.
Promessa  reafirmada de  voltar aqui, todo santo dia.




"Eu só peço que este carinho que eu recebo diariamente aumente mais a minha responsabilidade  do que a minha vaidade."
Marcos Caruso

23 fevereiro 2014


Por Não Estarem Distraídos – Clarice Lispector


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarice Lispector )
(do livro A Descoberta do mundo: crônicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 508)

03 novembro 2013

Eu vi!

Num lugar onde  os cantos dos pássaros se  confundem,  próximo de árvores  um deles  que juram não conseguir viver na natureza, resolveu voar. Achou um espaço aberto na gaiola e partiu, deixando seus três irmãos.
Passou o dia aprendendo a arte do voo, reconhecendo folhas  e  árvores. Experienciando sensações que viver dentro de uma gaiola jamais lhe permitiriam. No final do dia com fome e  talvez saudade dos seus, começou o caminho de volta. 
Como que num passe de mágica por fome  e instinto, voltou! 
Tinha o céu e preferiu voltar.
Eu não acreditei quando vi.
Queria poder entender   o que ele  sentiu conhecendo os ares?
Como foi a copa de um pinheiro brasileiro se não sabia voar? Talvez  o que é da gente está assim tão forte que se manifeste quando é necessário. 
Ficou feliz em voltar? Vai  viver aqui tendo sempre na  memória a sensação das alturas. E se  nunca mais  conseguir fugir? E se não tivesse  voltado teria realmente morrido?

Bem da verdade todo mundo sente segurança em suas  gaiolas e as nossas amarras ainda que invisíveis nos prendem aqui, ali, acolá.

Vai passar!

" Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez' " 

 - Caio Fernando Abreu




Dias e dias

..."são aqueles dias em que a gente tem vontade de conversar com pessoas que saibam olhar no olho, que suportem o silencio, que relembrem o que é mesmo vital de se manter. são aqueles dias em que tudo parece meio trivial, e que a gente busca pelo que realmente faz sentido. são dias em que se sente um pouco de raiva, um pouco de angústia, um pouco de irritação por ainda não podermos ser tudo que queremos. são dias em que a gente quer acreditar que está sendo ouvida, em que a gente precisa saber que as pessoas que nos são caras estão por perto, que estão travando as mesmas lutas que nós, que não vão esquecer de nós. são dias em que podemos nos permitir ser um pouco tristes, porque isso também é liberdade e por que não, até felicidade."  Luciane Slomka

31 outubro 2013

Não ter regra

"Eu espero que a vida te surpreenda e que você
 não  se prenda, 
não se acanhe, não duvide. Porque parte das 
coisas boas 
vem das lutas, mas a outra parte vem sem avisar. 
Eu desejo que os dias te peguem desprevenido, 
desajeitado, despreocupado. Afinal, o que não foi 
programado também funciona, nem toda ação
 inesperada merece ser descartada e algo não 
planejado 
pode vingar. A regra às vezes é não ter regra. 
E via de regra, funciona!" 



- Fernanda Gaona

Total de visualizações de página

Sempre

 Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de  escrever. Ele anda escasso, veloz  e teimoso. Acredito que as palavras, este espa...