31 outubro 2016

Inspiração, cadê você?

Resultado de imagem para inspiraçãoE cadê a inspiração que escondida não se sabe onde, se ausentou nestes dias. Talvez esteja assustada com a agenda que é louca e não dá trégua. Pode estar entre as páginas daquele livro que espera na mesinha de centro para ser desbravado. Não sei se ela não repousa nas noites em que não se dorme oito horas e o dia nasce em meio ao cansaço. Ou pode estar acuada com a grande decisão que se está por tomar. Será que nos meses de outubro ela também enfraquece... talvez se sinta cansada, talvez não goste de estar na ativa o ano inteiro.
Oh, inspiração! Cadê você.?
Eu te espero, te preciso e aguardo  
Vou continuar te procurando, pode ser que entre um chimarrão e outro, num final de tarde você, reapareça bem devagar.



23 outubro 2016

Dias de tristeza profunda

A vida é efêmera demais e tem essa  coisa de hora marcada  que leva da gente ou da gente que a gente ama, os amores deles, sem dó e nem piedade.
A dor foi anunciada e se sabia que mesmo mantendo-se vivo seria com grandes sequelas, mas o lado humano e mundano faz assim, querer a presença física.
E ainda que sem entender o quanto é fugaz alguém partir tão cedo, deixando tantos sonhos e tanta alegria pela vida. A gente não acredita, não compreende  e precisa se agarrar numa fé tremenda pra não sucumbir.
Os rostos desolados, demonstravam a precocidade da partida, quanta tristeza e dor.
Os choros foram observados e denotavam tantas coisas, um misto de saudade antecipada, rancor, arrependimento, dor, muita dor. Não dá de saber da história de cada um , mas a dele foi de abandono da mãe logo depois do nascimento. Ele cresceu trabalhador e guerreiro.Trouxe muita gente pra perto, trouxe muita gente,muita mãe/irmã adotiva e chorando a perca de um filho, de um pai de um irmão, de um amigo. 
NADA se comparou  a dor estampada no rosto e no olhar de quem hoje, sem esperar perdeu seu marido amado. Ela perdeu o homem da sua vida e sentiu tanto.
E ainda vai sentir, e a maldita saudade vai atormentar dia-a-dia, ainda que ela seja uma  mulher de muita fé.
Eu senti vontade de pegar um pouco daquela dor pra mim, fazer menos pesado e  difícil de atravessar essa parte.
Não se diz nada nesta hora, não creio que algo  conforte ou apazigue, eu só soube segurar forte na sua mão e afirmar: Eu estarei sempre aqui, conte comigo.

21 outubro 2016

Um viva!

...um viva para  aqueles desejos que escondidos ou entocados em um lugar qualquer dentro da gente basta um toque, uma fala, um despertar para revivem com tudo...
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Eu amo ter motivos pra voltar aqui!

Eu volto a escrever numa sexta-feira em fim de tarde.

Passei os olhos ali  e percebi que desde maio não tive mais tempo e nem  desejo de me expressar por escrito. Sim, porque escrever depende de inspiração. 

Foram cinco meses de tantas andanças, de tantas lutas, de tantos aprendizados. Ah, eu presumo que ficarei PHD em relações humanas.
Este foi ano  exótico, atípico e  eleitoral e eu que realmente  vivo as voltas com as políticas públicas me senti envolvida e novamente levantei a minha bandeira que teve aprovação pela maioria dos que votam na minha cidade. Fizemos uma boa escolha, eu acredito que nossa cidade ganhou.

Eu precisei abraçar o mundo e muitas outras "pastas", de um evento a outro dormindo bem menos do que as oito horas que me são necessárias.Estou com expressão de cansada mais com um gosto de realização jamais sentido.
Em fase de memorial de gestão sendo concluído eu registro e analiso quanto trabalho prestado nossa equipe tem e me sinto feliz.

E hoje, nesta sexta em que o clima passará segundo as previsões de vinte e três graus a catorze me sinto ainda mais feliz, porque as sextas-feiras são as preferidas da semana, acordam leves e radiantes. Na verdade nem sei bem porque mas elas exercem este poder. Me despertam um gosto de semana cumprida, de véspera de dormir muito de um pouco de silêncio e mais algumas doses de sossego. 



Na verdade eu estou precisando de uma sonoterapia enorme, de tempo pra mim de conversar, escrever de ler de poder me expressar aqui desta forma que tanto me faz bem.


Ah! na verdade eu estou com saudades, inclusive de mim!

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25 maio 2016

Os caminhos que percorro com os meus sapatos

Eu tenho um tênis e hoje  foi dia de usá-lo, era o dia do desafio. Um atividade mundial que acontece anualmente na última quarta-feira de maio. 

Este único tênis   compõe uma estante "cheinha" de sapatos, alguns que já estão fazendo aniversário por conta daquela velha mania de guardar, esse porque comprei ali, aquele porque ganhei no aniversário de 1992... Outros ainda adquiridos na época em que me imaginava uma centopeia. Algumas destas  coisas já aliviaram e talvez um dia passem (Eu terei sapatos,sem adquirir mais nenhum, ainda que demore Muuuito a passar) Enfim!


Tenho alguns que tem o formato do meu pé, já me acompanharam em tantas idas e vindas e sabem inclusive como me senti quando sorria, morrendo de vontade de gritar. Sempre que possível me mantenho firme e só choro quando troco eles por chinelos de pano.
Já conquistei tantas paisagens e a maioria delas foi sobre a sola de algum sapato, depois de uma viagem aérea ou terrestre, o que de melhor eu fiz pra me ambientar foi andar, andar e andar.
É bem verdade que a vida já me fez perceber que em dias se usa salto quinze  em outros sapatilha (e brincos)! Eu já fiz este exercício, e aprendi tanto com ele.

Não sou uma mulher fitness e absolutamente faço quase tudo de salto alto, porém além do salto, nunca andei tão no raso e procurando empaticamente me  colocar tanto no mesmo patamar e no lugar do outro, como nestes  tempos.


Os meus melhores sapatos tenho usado para os combates, eles não precisam mais impressionar ninguém, se  fizerem eu me sentir bem. Os calos todos que alguns já me proporcionaram me fazem mais seletiva, eu já sei  onde vai apertar, é  muito mais fácil de não se machucar.

Eu sei que tem gente que comenta sobre as minhas atitudes e nunca andou sobre os meus sapatos, não sabe o que percorri e muito menos os caminhos, as trilhas e as picadas que tive que lançar mão. Não sabem eles que os sapatos que me servem não servem pra todo mundo, tal qual o sapato alheio raramente se acomoda com a minha filhote de  joanete.

Deste ponto em diante estou mais pra olhar em volta e ao invés de reclamar dos sapatos perceber quantos não tem pés. 
O meu número é quem tem brilho no olho, acredita no que faz, ajuda o próximo, fala  a verdade, expressa sentimento... tem muito mais pessoas que são o meu número hoje em dia, eu aprimorei bastante os meus padrões de medida.
Hoje eu posso dizer que já sei que entre dizer e fazer existe uma série de sapatos gastos.

Daqui pra frente Felicidade é  também este sentimento  de retirar os sapatos depois de um grande dia. (com ou sem chulé)


P.s Amanhã é outro dia, eu sigo conquistando , meus sonhos meus ideais, eu mesma, escolhendo   o sapato ideal.

27 abril 2016

Com os olhos nublados

Tratava-se de um dia qualquer com uma missão pra lá de diferenciada.
Tem feito tantas  buscas  e averiguações  que ousa  achar que depois desta função buscará os rumos da polícia investigativa e terá sucesso.
Tinha fatos pra analisar, descobriu no exercício da gestão que sempre é necessário ouvir os dois lados, saber dos quantos ângulos as coisas podem ser vistas, analisar, refletir, buscar entendimento.
Lá se foi ela, pra terra natal, levou um cartão de visitas na mão pro caso de não ser reconhecida. Vai saber, sua terra está sem ela faz quase quatro anos e no posto de saúde passam médicos de todas as nacionalidades. 
E entre um pensamento e outro ela lembrava do quanto havia lutado por e com algumas daquelas pessoas que transitavam ali.
Tudo estava meio que mudado, outras atendentes, algumas portas  a mais, pessoas diferentes e tantas iguais.
Ela divagou pouco, observou os rostos, as paredes, as placas nominais nas portas. Aquela da qual estava próxima tinha um nome comum, porém desconhecido. Exatamente o que ela procurava. Sentou-se ali.
Enquanto pensava na situação que vinha resolver e tentava associar o nome do doutor com alguma imagem, um senhor parou a sua frente, mostrou-se  gentil e sorriu. Chamou-a pelo nome e perguntou como estava, onde estava, o que estava fazendo.??? Ela respondeu, lembrou de quem se tratava na segunda pergunta e precisou sorrir lisonjeada quando ele se foi e perguntou: -A senhora sabe a falta que faz aqui né?
A emoção tomou conta e nublou seus olhos, como em todas as situações de reconhecimento, ainda que talvez nem fosse bem assim. Pra ele era. E ela agradeceu!
O atendimento foi rápido, o caso tinha mais uma versão, todas até então confirmam o mesmo desfecho.

Ela se foi, agarrada a alguns papéis e uma agenda que não podiam molhar com a chuva mais que fina que estava caindo.

Entrou no carro em silêncio e assim dirigiu os quilômetros que separavam aquele lugar da cidade em que vive, ela veio não sem agradecer e pensar no quanto é bom deixar marcas positivas por onde se passa, no quanto se alegra em saber que fez diferença na vida desta pessoa, que ele  lembra do trabalho que ela realizou sempre  com seriedade e comprometimento.

Ousa pensar que em dias assim, de investigação e chuva, DEUS coloca pessoas pra dar certeza do caminho a percorrer.



Ele chegou!

Aberta  a temporada de querer morar no nordeste.
Neste ano  a coisa  foi muito bruta... Fomos de 30 a 12 graus em dois dias.
Chuva e vento de sobremesa.
Cobertores sem lavar nas camas, casacos com cheiro de armário.
Gente postando que adora frio.
Ah, cada gosto estragado que a turma tem.


P.s Dispensa dizer que minha rinite não reagiu bem.

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Sempre

 Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de  escrever. Ele anda escasso, veloz  e teimoso. Acredito que as palavras, este espa...