06 maio 2015

Lamento

Hoje, e até aqui, só por hoje,  eu lamento, lamento muito, lamento grande... por ter sido sempre forte, alegre, motivada. Eu acabei criando uma imagem de imbatível demais, de corajosa  de muita coisa demais... 
Esta imagem acaba dando  a condição a algumas pessoas  tripudiarem nos dias  tristes, nos dias  difíceis, nos dias de derrotas e dizerem exatamente tudo o que querem, inclusive quando a gente está totalmente desarmada  e abrindo o coração.
Tem gente que definitivamente utiliza as   suas azias e jogam o azedume do mundo em cima dos nossos  ombros quando temos a sensação que eles não suportam mais nada.

Amanhã é outro dia  e tenho certeza que as minhas  forças estarão restabelecidas. 
Abençoada "noite no meio".

03 maio 2015

Nasceu uma princesa

Eu que tive um parto  exótico  e "super"  demorado, acordei da anestesia com calos , rosto inchado e aparência de quem tinha vindo da guerra, é evidente que também  fiquei super admirada  com a aparência da duquesa de Cambridge. Tudo bem que fazem mais de vinte anos, que ela faz parte  da família real, que precisava sorrir e abanar para os súditos... Mas, não foi só eu que achei:
veja só

Kate Middleton e o príncipe William apresentam a filha recém-nascida na saída da maternidade, em Londres, no sábado (2) (Foto: AP Photo/Matt Dunham)

Dos dias

Existem dias de GLÓRIA...
Dias de LUTAS  e dias  assim, como os que tenho passado....
De um sabor que nem se sabe definir se tem nome.
Talvez pudesse  dizer que se assemelha ao  gosto de decepção.

23 abril 2015

O valor do amor

 por Ita Portugal

Espio pela janela e vejo casais enamorados. Vejo pássaros trocando afeto com suas companheiras. Vejo a moça de cabelo amarelado abraçando fortemente o moço de terno marrom. Vejo o cravo no rompante do vento curvar-se para a rosa vermelha.
Espio pela janela e vejo condições vantajosas do amor. Essa atmosfera que traz benefícios e é capaz de saciar qualquer gulodice sentimental, vale todas as sentenças da vida.
O amor vale o veredito da saudade. O velho cotidiano de robe amassado. O trajeto Amazonas- Porto Alegre. A safra de indecisões e atrapalhadas. O sorriso amanhecido nas areias da praia de Guarujá. Os três meses de salário atrasado. Qualquer carnaval com Chiclete com Banana. Os pecados confessados imprudentemente numa noite romântica.

O amor vale todos os minutos perdidos. O sol sumindo na montanha. Os pedidos de perdão. Amor vale a reza, a promessa, o esforço para que não falte.

Vale a ferida ainda aberta, esperando o afeto para ser curada. Vale os vendavais que desarrumam a veste bonita para a missa de domingo.

O amor vale até o que não está no contrato. Vale o esforço do braço para dar um abraço sem merecimento. A lágrima de contentamento, os deslizes de pura alegria. As bochechas vermelhas, envergonhadas. O suspiro do coração florescido. O formigamento nas mãos. O versinho vulgar, inventado para agradar.  A PISCADINHA discreta no jantar de família.

O amor vale as canções sertanejas. As dancinhas sensuais. Vale pelos porres no final da noite.
O amor vale qualquer segunda-feira nebulosa, terça desastrosa, quarta sem prosa, quinta sem rosas, sexta pavorosa e no sábado a gente acaba se encontrando no barzinho da esquina para tomar umas e outras e colocar o papo em dia sobre todas as outras ladainhas que valem o amor.

O amor vale pelos tombos, as enxurradas, as invernadas solitárias, à carta cheia de saudades. A espera no portão. A produção para o jantar íntimo.

O amor vale a exclusividade. A paciência de Jó, que geralmente não temos.

Pelo amor vale ser bobo. Errar e desculpar. Dar um jeito na vida. Arrumar um lugar nas gavetas para outros pares de roupas. Vale tocar, apertar, ouvir música juntos, aquecer os pés, fazer uma gentileza, repetir um carinho.

Vale pela taquicardia. Pela pronta-entrega. Pelas vontades saborosas. Vale pelas esperas. Pelo poema de uma linha.

Vale a doação, o carinho. O amor vale a ausência de qualquer teoria. Por si só o amor vale. Vale o passaporte para a vida. E vale porque amar é bonito.

21 abril 2015

Gabriel G. Márquez

com coisa nenhuma...

Aprendizados

Antigamente eu me ocupava em parecer forte. O tempo varreu da minha alma essa necessidade de ostentar força. Hoje, quero ser apenas o que sou. Sem máscaras, sem angústia, sem culpas e sem ânsias.

As pessoas a quem amo, eu digo que amo. Talvez não com palavras, mas digo. Há cem mil modos de se dizer "eu te amo" e a maioria costuma ser mais verdadeiro que as próprias palavras.
Deixo claro que admiro a quem eu admiro. Aprendi que honrar a quem honra merecer é honrar a mim mesma, no reconhecimento de um paradigma, a saber que, espelhando-me no outro, posso melhorar-me.

Nunca escondo um bom sentimento, por mais insignificante ou transbordante que ele seja.

O que acinzenta a aura do mundo é a nossa mania de esconder o belo, de regrar o encantamento, de economizar o afeto e renegar a empatia.

Nara Rúbia Ribeiro

Campos de trigo

O que eu queria mesmo...

O que eu queria mesmo
É que as pessoas
Fossem mais burras

Burras como a generosidade
Que dá sem esperar
Nada em troca

Burras como o amor
Que não calcula o risco
E se joga

Burras como a esperança
Que sabe que vai perder
E nem se toca

Burras como a felicidade
Que leva safanão porretada eletrochoque
E ainda volta

Burras como a arte
Que celebra a vida,
Mesmo torta

De Paulo Becker

09 abril 2015

Dias de luta!

Nunca se sabe  quando o dia terminará na promotoria... Então cabelo bem limpo , batom na boca e poucas olheiras ajudam muito na sustentação oral. 
Adivinhar o tema, chegar carregada de livros, conhecer o assunto e falar com veracidade.
Ufa!
A pessoa acaba desenvolvendo algumas  competência  que nem imaginava  que poderia.


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Sempre

 Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de  escrever. Ele anda escasso, veloz  e teimoso. Acredito que as palavras, este espa...