15 março 2008

Experimento


Experimentei na pele uma dica bacana, para quem gosta de superação.

Também para quem acha que ja é "bem bom" no que faz.
Mudar de foco, ingressar em outra área.Conviver com pessoas totalmente diferentes.

Entender de fato o que o Sócrates diz, só sei que nada sei.
Mudar o discurso, e até a forma de falar, sem abortar os ideais.
Não ser a melhor, também é um aprendizado de humildade.
Ser avaliada diariamente, com seu conhecimento sendo posto em prova.
Aprender, pois aprendizado não ocupa espaço.
Prazer de abrir horizontes e compartilhar.
Mesclar a tua história de vida , com um assunto que trata diretamente e realmente de "vida".
Ha quem diga que só faz experimentos quem tem coragem!
Eu me encantei com a ousadia de experimentar!

12 março 2008

Eu tenho uma saudade tão grande aqui dentro, que chega doer.
Mas, as vezes é necessário doer.
Saudade dos que estão lá, de casa, do trabalho...
Enfim, sentimento bem ardido que faz pensar.

Estou por aqui, buscando informações, embasamento , conteúdo
sobre um tema maravilhoso, pelo qual tenho me apaixonado a cada dia.

O curso termina no domingo, e se tudo der muito certo, é no domingo mesmo que eu estarei de volta.

Aos amigos daqui, tem saudade forte também.
Beijo no coração

Volto ja já.

02 março 2008

Não entendo.


Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
Clarice Lispector
E na presença de Clarice, eu lhes deixo.
Na certeza de estarem bem acompanhados.
É hora de entender...

29 fevereiro 2008

Mais um episódio


Diariamente algumas pessoas adentram a sala para reclamar seus "dereitos".
São tantos fatos, que se registrados ja seria possível escrever um livro, meio tragi-cômico, com certeza.Infelizmente algumas pessoas conquistam ou precisam conquistar os seus direitos no grito.

Nesta tarde de chuva, quando é propicia a visita , foi se chegando uma senhora que precisava saber, onde se faziam as reclamações sobre a área da saúde. Entrou com uma moça a tiracolo, que mais tarde ficou claro que era sua nora. Bem nervosa e agitada iniciou a fala. Pedi para sentar-se , ficar mais calma e contar o que aconteceu. O fato relatado em bom tom e repetido três vezes , sucedeu-se na farmácia básica e tinha indícios fortes de mal atendimento. O assunto específico? A distribuição de contraceptivos, camisinhas por sinal, que até a presente data foram entregues para o mês todo e nesta infeliz sexta-feira, apenas doze, entendam, apenas doze , para o mês e isto era sim, um grande absurdo na sua concepção ou na contracepção. A indignação maior foi receber apenas mais "doze" para sua nora, e depois disto a enfermeira teve a coragem de debochar dela com uma risadinha boba. Tomei as devidas providências , liguei ao departamento , entendi e expliquei a situação de licitação, deixei claro que dentro em breve mais 18 lhe seriam entregues, e seria conversado com a funcionária. Ela acalmou-se , sentiu-se vingada e muito agradecida, depois de me expor sua vida sexual e também do filho, despediu-se e partiu.


Detalhes de uma tarde chuvosa de verão.

25 fevereiro 2008

Assim:


Assim entras no teatro e te chamam para fazer o papel de alguém que não veio, e dizes que nunca viste a peça e nunca leste o texto e nada sabes de marcações intenções interiorizações e te dizem que não importa porque é só um sonho e um sonho não precisa ensaio.
Caio Fernando Abreu
Obrigado por
EXISTIR!

24 fevereiro 2008

Clave de Sol


Faz música pra mim e coloca em envelopes fechados por língua morna. Faz versos nas costas da lua. Dedilha nossos desafinos. Na areia da praia anoitecida, deita minha ausência e colhe os ruídos. Oferece na concha das mãos. Segredos. Canta baixinho e grita desespero para abafar o silêncio das pausas. Desatina mariposa, asas de procura nos meus olhos acesos. Desenha em ponta de agulha sobre a pele e assina o nome por baixo. Criptografia. Espera. Até ouvir meu riso com gosto de maçã a provocar cócegas na saudade. Ele faz música e promessas bordadas em gaze. Eu sangro. Ane aguirre

19 fevereiro 2008

Interrogações



Não é interessante ter que dizer o óbvio.
Fico irritada quando preciso fazer isto.
E o pior, eu ja tive muito mais paciência.
Mas nestas obviedades diárias, uma questão surge latente, será que ética pode ser ensinada, aprendida?

Será que os valores se compõe numa questão predominante de contexto e ensinamentos , ou fundamentalmente no que ja nasce enraizado conosco? o que se sobrepõe?

Um projeto de vida, precisa ser balizado por valores, então, se ampliarmos esta concepção para a vida profissional, é um universo de muitas pessoas, de diferentes entendimentos, ainda que alguns estejam relativamente próximos, eles conflitam constantemente.

Sim, eu sei, é nos conflitos que crescemos, desenvolvemos, aprendemos e emos e emos emos...


Mas será que tudo precisa necessariamente ser tão atritoso?
Hoje eu me desmancho em interrogações. (?)

16 fevereiro 2008

A esfinge

Ofélia tem os cabelos tão pretos
como quando casou.
Teve nove filhos, sendo que
tirando um que é homossexual
e outro que mexe com drogas,
os outros vão levando no normal.
Só mudou o penteado e botou dentes.
Não perdeu a cintura, nem
aquele ar de ainda serei feliz,
inocente e malvada
na mesma medida que eu,
que insisto em entender
a vida de Ofélia e a minha.


Ainda hoje passou de calça comprida
a caminho da cidade.
Os manacás cheiravam
como se o mundo não fosse o que é.


Ora, direis. Ora digo eu. Ora, ora.
Não quero contar histórias,
porque história é excremento do tempo.
Queria dizer-lhes é que somos eternos,
eu, Ofélia e os manacás.

Adélia Prado

13 fevereiro 2008

"Toque"

Ja passou por uma série de situações.
Só destes , já são oito e todo início e sempre parecido, permitindo variações típicas.
Surtos de médica , psicóloga, arquiteta, guarda de trânsito...
Mas hoje, precisou agir da forma mais "complexa" , ou seria, profunda?
Nem sabe.
Tocar no íntimo, quando o íntimo nem é de alguém com quem tem intimidade.
A reação inicial foi sim de melindre, muito!
Mas como quase sempre, as palavras foram se espalhando na dose certa.
E por Deus, ela afirma, só por ele, a missão foi bem sucedida.
Amém, por hoje ter, uma senhora lua no céu.
Aquela, que sempre acorda as sensações mais minuciosas!!!!!

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Sempre

 Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de  escrever. Ele anda escasso, veloz  e teimoso. Acredito que as palavras, este espa...