27 julho 2015

vida barulhenta

A vida é barulhenta. Dentro ou fora de nós, nada se aquieta. Queremos nos comunicar, exigimos respostas na velocidade de super-hiper-mega bytes, contabilizamos "notificações", desejamos ser cutucados de volta. Sem perceber, desaprendemos a silenciar. Desaprendemos a suportar a voz que cala e sofremos com a falta de respostas. Desaprendemos a ser ausência.

De vez em quando é necessário ser silêncio. Habituar-se à própria presença, inteirar-se de sua solidão.
Comunicar tudo sem dizer nada.
Fabíola Simões

As vezes esquecemos...

10 julho 2015

Marca -o

"Gentil é aquele que passa pela vida do outro,

toca-o com leveza e marca-o onde ninguém 

mais pode ver."

29 junho 2015

Hoje, todos aprendemos tanto!

Eu voto  que a gente devia ter mais tempo pra  conversar, observar e ouvir as pessoas.
Quando observamos a vida detalhadamente é possível aprender.
Eu que gosto de aprender e me utilizo de todo e qualquer detalhe para  isso, hoje  tive assuntos para elaborar  uma tese.
A família que esteve  comigo em reunião tem uma estrutura diferenciada, o pai que já não vive mais  com a mãe decidiu assumir pra  cuidar de um dos filhos a mãe  ficou  com os outros dois. Um deles  o caçula e  motivo de nosso  encontro tem um rancor que parece de um homem  velho  e amargurado, com seus onze anos de idade já tem comportamento e mágoa que de tão grande não cabe nele e transborda em palavrões, gritos, empurrões  e afins.
Mas eles  se amam, a sua  forma isso  ficou explícito, ele o pai acredita que em menos de um mês daremos  conta de cumprir os  combinados e o menino ficará bem, "comportado". Contou em detalhes as estratégias de  como  educou o  outro e jura que funcionou. A mãe sofreu tanto, até apanhou e é dela  que o menino aprendeu um pouco de  preconceito e baixa auto estima, se sente o último dos meninos e também confessou que não lhe obedece  e manda nela. 
Eu precisei dizer que os pais  precisam voltar a mandar nos filhos, lhes dar amor e limites.
Ele o pai me  contou porque nunca mais  foi a uma reunião de pais, eu fiquei perplexa ao ouvir de que forma as palavras regem nas  pessoas.
A professora revelou no tom de voz que estava percebendo alguns porquês naquela  conversa, ela nunca havia visto o pai do menino e os dois são absolutamente iguais.
Conversamos muito, baixamos a guarda, fiz  questão de afirmar que queremos o bem do garoto, que estamos no mesmo barco, que a felicidade dele é o que importa. Precisamos seguir cada um desempenhando o seu papel nesta história.
E naquela conversa de menos de duas horas pude  perceber  que o pai austero e temido na cidade, ex marginal, que já  cumpriu pena por homicídio  tem sentimentos, princípios e quer o melhor pro seu filho, inclusive me  confidenciou que metade de tudo que fez de errado na vida não teve ninguém pra dizer pra ele que poderia fazer diferente.
Aproveitei pra dizer  que ele é o ídolo do filho e que este o admira muito.
Nos unimos  com o objetivo de  ajudar esse  garoto, fazer sua vida mais leve  e melhor. Elencamos algumas ações, vamos nos dar as mãos, cada um dos atores  do processo deram a palavra e  firmaram  compromisso. 
Eu voltei reflexiva percebendo que podemos nos dar as mãos, que aliás este deve ser o único caminho possível a seguir.
Eu vou investir muito pra que nossos  combinados deem frutos, para que a gente possa acreditar e seguir fazendo a diferença. Não existe outro objetivo do que o de fazer a vida das pessoas  melhor.
Hoje, todos aprendemos tanto!

P.s Não julgar, pra mim, foi o maior aprendizado

06 maio 2015

Lamento

Hoje, e até aqui, só por hoje,  eu lamento, lamento muito, lamento grande... por ter sido sempre forte, alegre, motivada. Eu acabei criando uma imagem de imbatível demais, de corajosa  de muita coisa demais... 
Esta imagem acaba dando  a condição a algumas pessoas  tripudiarem nos dias  tristes, nos dias  difíceis, nos dias de derrotas e dizerem exatamente tudo o que querem, inclusive quando a gente está totalmente desarmada  e abrindo o coração.
Tem gente que definitivamente utiliza as   suas azias e jogam o azedume do mundo em cima dos nossos  ombros quando temos a sensação que eles não suportam mais nada.

Amanhã é outro dia  e tenho certeza que as minhas  forças estarão restabelecidas. 
Abençoada "noite no meio".

03 maio 2015

Nasceu uma princesa

Eu que tive um parto  exótico  e "super"  demorado, acordei da anestesia com calos , rosto inchado e aparência de quem tinha vindo da guerra, é evidente que também  fiquei super admirada  com a aparência da duquesa de Cambridge. Tudo bem que fazem mais de vinte anos, que ela faz parte  da família real, que precisava sorrir e abanar para os súditos... Mas, não foi só eu que achei:
veja só

Kate Middleton e o príncipe William apresentam a filha recém-nascida na saída da maternidade, em Londres, no sábado (2) (Foto: AP Photo/Matt Dunham)

Dos dias

Existem dias de GLÓRIA...
Dias de LUTAS  e dias  assim, como os que tenho passado....
De um sabor que nem se sabe definir se tem nome.
Talvez pudesse  dizer que se assemelha ao  gosto de decepção.

23 abril 2015

O valor do amor

 por Ita Portugal

Espio pela janela e vejo casais enamorados. Vejo pássaros trocando afeto com suas companheiras. Vejo a moça de cabelo amarelado abraçando fortemente o moço de terno marrom. Vejo o cravo no rompante do vento curvar-se para a rosa vermelha.
Espio pela janela e vejo condições vantajosas do amor. Essa atmosfera que traz benefícios e é capaz de saciar qualquer gulodice sentimental, vale todas as sentenças da vida.
O amor vale o veredito da saudade. O velho cotidiano de robe amassado. O trajeto Amazonas- Porto Alegre. A safra de indecisões e atrapalhadas. O sorriso amanhecido nas areias da praia de Guarujá. Os três meses de salário atrasado. Qualquer carnaval com Chiclete com Banana. Os pecados confessados imprudentemente numa noite romântica.

O amor vale todos os minutos perdidos. O sol sumindo na montanha. Os pedidos de perdão. Amor vale a reza, a promessa, o esforço para que não falte.

Vale a ferida ainda aberta, esperando o afeto para ser curada. Vale os vendavais que desarrumam a veste bonita para a missa de domingo.

O amor vale até o que não está no contrato. Vale o esforço do braço para dar um abraço sem merecimento. A lágrima de contentamento, os deslizes de pura alegria. As bochechas vermelhas, envergonhadas. O suspiro do coração florescido. O formigamento nas mãos. O versinho vulgar, inventado para agradar.  A PISCADINHA discreta no jantar de família.

O amor vale as canções sertanejas. As dancinhas sensuais. Vale pelos porres no final da noite.
O amor vale qualquer segunda-feira nebulosa, terça desastrosa, quarta sem prosa, quinta sem rosas, sexta pavorosa e no sábado a gente acaba se encontrando no barzinho da esquina para tomar umas e outras e colocar o papo em dia sobre todas as outras ladainhas que valem o amor.

O amor vale pelos tombos, as enxurradas, as invernadas solitárias, à carta cheia de saudades. A espera no portão. A produção para o jantar íntimo.

O amor vale a exclusividade. A paciência de Jó, que geralmente não temos.

Pelo amor vale ser bobo. Errar e desculpar. Dar um jeito na vida. Arrumar um lugar nas gavetas para outros pares de roupas. Vale tocar, apertar, ouvir música juntos, aquecer os pés, fazer uma gentileza, repetir um carinho.

Vale pela taquicardia. Pela pronta-entrega. Pelas vontades saborosas. Vale pelas esperas. Pelo poema de uma linha.

Vale a doação, o carinho. O amor vale a ausência de qualquer teoria. Por si só o amor vale. Vale o passaporte para a vida. E vale porque amar é bonito.

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Sempre

 Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de  escrever. Ele anda escasso, veloz  e teimoso. Acredito que as palavras, este espa...