26 janeiro 2011

Milho verde

E quando se  rala  o milho, inicia  o ritual para fazer a polenta.
O ralo é rústico e o trabalho demorado.
Neste momento também se  limpa  o peixe.
Providencia a  panela e  coloca um pouco de água pra ferver.
A esta altura ja   chegaram todos, inclusive a cerveja e cada um vai desempenhando sua função.
Dos  que  põe  a mão na massa  até  os  que  ficam na organização.
Precisa ser  mexida o tempo todo, por mais de hora em  fogo médio, fritar o peixe,cortar os temperos da carne moída, temperar o queijo branco, tomar a  cerveja, dar  boas  risadas.
O resultado é ótimo a iguaria é uma delícia, mas  nem se  compara  ao povo reunido, cozinhando, degustando e divagando sobre as  teorias  de  outros planos , o desaparecimento dos dinossauros e de  como se fez os  morros do sul e as planícies  do nordeste.
Este é o sabor adicional  de  cozinhar, estar  juntos, conviver.

25 janeiro 2011

De onde se põe o pé.

Existe uma  dualidade implicita  entre  nossas  decisões  e os  lugares  que  elas  mandam nossos  pés  irem. Ou nossas  mãos, ou  qualquer outro, que nos  move  e  encaminha até lá.

Em tempos desta época do ano no sul do mundo é possível tocar  a areia, as   "legítimas havaianas", a água salgada, o capim molhado, o chão  e as nuvens...

E agora  é novamente  com a carga completa  que "Eles" ja pedem saltos, finos e altos, pedem agito, pedem o subir e descer das escadas  e a troca de calçados para cada nova  função  que  começa  quando o relógio toca.

Quando estão assim... as  decisões  fluem com maior naturalidade e eles  obedecem com excepcional desenvoltura.
É tão bom este estado de  espírito!

E vocês, onde seus  pés  tem tocado?

24 janeiro 2011

Um selo

Recebi  do querido amigo Benja , como ja afirmei, nem acredito merecê-lo, mas, como pra não contrariar   minha vó, prometi  nunca interromper um carinho, rs, agradeço de  coração e  vou ali  cumprir as  duas  tarefas:
1- Responder as perguntas abaixo:

Nome: Ela e  Eu.
Uma música: Guri - Na voz de Dante Ramon Ledesma.
Humor: HUMOR EXPANSIVO  
Uma cor: verde
Uma estação: Verão, sempre verão!
Como prefere viajar? Pelo Mundo, adoro!
Um seriado: Em 2010, Na  Forma  da Lei.
Um filme: Vários. Recentemente assisti Tropa de Elite II, adorei!
Frase ou palavra mais dita por você: nos últimos dias: "Coragem, vai passar!" 
O que achou do selo? Interessante!




2- Presentear 15 blogs:

Tarefa  agradável esta, VAMOS LÁ:
Todos  aqueles  onde  deixo meus rastros.


 
Mil vezes   poder  ajudar!

17 janeiro 2011

O que acham?

"...E que fique muito mal explicado.

Não faço força para ser entendido.

Quem faz sentido é soldado..."

Mário Quintana

14 janeiro 2011

Chuvas... pensamentos e vinho tinto....

Parou  de trovejar faz  pouco, alguns relâmpagos e  chuva.
Que  moderada  como esta, traz o refresco para dormir  bem.
Uma taça de  vinho, a observação dos  pingos que caem lentamente.

Ela pensa, pensa, pensa ,
Relembra   assustada e comovida do notíciário de  todas as  emissoras  que  divulgam a fúria das águas  que passsaram devastando tudo, levando casas, pessoas, vidas.    Muitas  vidas.

Ela fica pensando... quanta dor,  quanto desespero, o quanto alguns lamentam terem perdido tudo o que "compraram" o quanto outros agradecem  ter  lhe restado   o primordial que é  a vida.

E mais  um gole de  vinho  e  o seguinte questionamento:

- Das  coisas  todas desta  vida, o que exatamente  nem uma catástrofe  consegue tirar  da gente?

Alguém se  habilita?


P.s Há, o post  foi assim, tão tarde, porque Ela resolveu quebrar a ROTINA  que  vinha lhe  consumindo. E conseguiu! Yes!

12 janeiro 2011

Rotina

Ler...
comer...
navegar...
escrever...
Ler....
Comer...
Navegar...
Escrever....
Necessariamente nesta  ordem.
Pensa...


E  eu, que detesto   Rotina, afirmo  que esta me agrada  bem menos  do que duas  semanas  no ano. E  também  que  lá por  meados de novembro eu ja sentirei saudades dela.


"Eis a condição do homem: inconstância, tédio e inquietação."
 Blaise Pascal

11 janeiro 2011

Ociosidade

Não sei  ficar muito tempo de férias, é fato!
Pra dar um choque na ociosidade  que impera por aqui,
 criei um novo  blog, que trata  sobre Educação.

Sintam-se  convidados a  conhecer e interagir:
http://www.espalharsementes.blogspot.com/


"Estou semeando as sementes da minha mais alta esperança.
Não Busco discípulos para comunicar saberes. Busco discípulos, para neles plantar MINHAS ESPERANÇAS"
Rubem Alves

10 janeiro 2011

Eternamente Iolanda...

Iolanda

( Chico Buarque)


Esta canção nao é mais que mais uma canção


Quem dera fosse uma declaração de amor


Romântica, sem procurar a justa forma


Do que me vem de forma assim tão caudalosa


Te amo, te amo, eternamente te amo


Se me faltares, nem por isso eu morro


Se é pra morrer, quero morrer contigo


Minha solidão se sente acompanhada


Por isso às vezes sei que necessito


Teu colo, teu colo, eternamente teu colo



Quando te vi, eu bem que estava certo


De que me sentiria descoberto


A minha pele vais despindo aos poucos


Me abres o peito quando me acumulas


De amores, de amores, eternamente de amores


Se alguma vez me sinto derrotado


Eu abro mão do sol de cada dia


Rezando o credo que tu me ensinaste


Olho teu rosto e digo à ventania


Iolanda, Iolanda, eternamente Iolanda

Ja é 2011

Não sei bem ao  que poderia   ser comparado  o final deste ano.
Realmente não existem palavras adequadas.


Uma  aproximação,  a  mais  dolorosa,   com a morte.
E tudo o que vem depois dela, que pra mim tem sido ainda mais difícil.


Se estivéssemos   voando, seria uma  forte turbulência. A maior de todas.
Daquelas  que se não houvesse muita maestria, poderia provocar apenas destroços.
Ainda não estamos  voando tranquilamente.
Se é que um dia ainda voaremos.
Mas  o céu está ali. 
Bem lá  longe, já é possível ver.


@caiofabreu Caio Fernando Abreu
"Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois."


20 dezembro 2010

É tão bom ser pequenino...

Recordo o cheiro dos lençóis lavados, a guerra para lavar os dentes, histórias contadas antes de adormecer. O desejo de chegar a casa, o aconchego e, depois, outra vez a vontade de sair.

Corria para a minha mãe quando caía e me magoava. Não para o meu pai, porque seria preciso dar muitas explicações e ouvir de novo o racional "Eu já te tinha avisado...".

Um prato especial nos dias de festa. Birras. É preciso vestir aquela roupa nova. É a tua vez de lavar a louça.

Não sei muito bem a partir de que idade é que os irmãos deixam de ser irritantes...

Depois do jantar fazíamos jogos e entretínhamo-nos uns com os outros. Por vezes, quando era Verão, saíamos a passear e apanhávamos pirilampos.

A chuva lá fora, o calor dentro de casa. Um livro. Um amigo que vem lanchar. Um ralhete porque desta vez passámos dos limites e as calças vêm cheias de lama. Já te disse tantas vezes que não se deve deixar aí a roupa suja...

Acordar com um beijo. Adormecer com uma oração.

Natal. Os primos. Visitas a casa dos avós. Brincadeiras. Às vezes notar, sem notar, uma expressão semelhante a tristeza ou cansaço no rosto do pai ou no rosto da mãe. Depois, brincadeira de novo. Música, flores, sorrisos. É tão bom ser pequenino...

Coisas pequenas. Diárias. Vulgares. Mas enormes, únicas, cheias de magia.

Durante muito tempo estive convencido de que era a infância que acendia nas pequenas coisas de todos os dias essa música e esse encanto que agora recordo. Que era por ser pequeno na altura que todas essas coisas são agora especiais. Mas há tantas pessoas que foram também pequenas e nunca poderão ter recordações destas... E não porque não tivessem tido pais, ou porque estes os tivessem maltratado ou porque tivessem sido demasiado pobres.

Geralmente não é muito difícil casar, ter filhos, uma casa para viver. Mas depois de se conseguir isso podemos chegar à conclusão de que é muitíssimo difícil construir uma família. É talvez como ter já os tijolos e, no entanto, sentirmo-nos incapazes de encontrar o cimento que os una, lhes dê forma, consistência e identidade.

É fundamental ter uma infância feliz... E começámos então a dar aos filhos coisas excelentes e actividades fantásticas e experiências divertidas. E enchemos de trabalho os dias, para lhes podermos dar tudo isso. Saímos, portanto, de casa. E a casa esvaziou-se.

E deixámos de viver com os filhos. As coisas fantásticas que lhes demos acabaram por ocupar quase todo o tempo em que deveríamos ter estado com eles.

É muito fácil errar o caminho.

Ao crescer, descobri que para se ter os lençóis lavados e passados a ferro é preciso frequentemente deitar-se mais tarde e dormir menos.

Aprendi que é preciso ter paciência para fazer uma criança ganhar o hábito de lavar os dentes ou deixar a roupa suja no local correcto. E que a paciência dói.

Reparei em que as pessoas mais velhas gostam de sossego depois do jantar, porque se cansam facilmente. E que, por isso, tem um alto preço fazer nessa altura jogos com crianças ou correr atrás de pirilampos.

Vim assim a saber que o cimento da família é aquilo que se faz pelos outros, deixando de fazer aquilo de que se gosta, para os ver felizes, para os construir, para os ajudar a chegar a onde devem chegar. Aquelas pequenas coisas da minha infância foram grandes, afinal, porque eram feitas de um amor sacrificado e escondido. Esse amor toca naquilo que é pequeno e engrandece-o. Desenha flores no pó do quotidiano. Só ele permanece.

(Paulo Geraldo)

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Sempre

 Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de  escrever. Ele anda escasso, veloz  e teimoso. Acredito que as palavras, este espa...