Ou não!
"Não se preocupe em entender... VIVER ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector
16 junho 2020
15 junho 2020
Dia 88- 15.06.20
Quem são os que eu quero perto de mim ?
Precisam ter humanidade.
Não gosto de preconceituosos ou gente que se acha perfeita. Não me caem bem os que têm verdades absolutas. Também me chateia os que se irritam do nada. Não tenho disposição para estes.
Os que escolho, estão longe da perfeição, parecidos comigo, somos cheinhos de defeitos. Foi pra isso que viemos, nos aproximar de gente que nos faz melhor.
Houve um tempo em que não sabia distinguir amizade de coleguismo, no andar dos anos eu descobri que pra receber este título tem que merecer e não é coisa pra muita gente.
Tem um ditado que diz que pra conhecer alguém tem que comer um quilo de sal juntos, pra ser amigo...beber cinco litros de vinho ou umas dez chaleiras de água pro mate.
É a sensibilidade o tempo a convivência as reações diante do sucesso e do fracasso que me fazem promover pessoas normais a amigos. Eles necessariamente precisam me conhecer faceira e triste, segura de mim e medrosa, toda toda e arrasada.
Eu os escolho...fazem parte de um rol seleto, os demais sigo cumprimentando, desejando o bem mas jamais repartindo o meu vinho.
Eles pode me dizer o que quiserem se utilizarem de delicadeza e respeito para tal.
Tenho péssimo hábito de revidar com desprezo gente tosca.
Não gosto de vácuos!
Detesto quando não respondem minhas perguntas, elas me movem.
Eu gosto quando me dizem o que preciso ouvir, o que me torna mais gente. E não tenho problema algum em ver apontados meus defeitos, já cheguei no estágio de conhece-los e agradecer a quem me relembra dos que eu ainda não consegui transformar.
Em compensação quando me apontam coisas das quais não sofro... ah te digo, me desperta um sentimento tão pequeno e desprezível.
Eles tem sonhos, planos, alguns são idealistas e todos indistintamente lutam pelo que acreditam.
Tenho amigos sensíveis, inteligentes, cabeças dura. Tenho amigos com traumas, dores, marcas. Morro de amores por todos.
Podem contar comigo sempre, pro que der e vier.
Eu corro e pulo na voadeira se assim precisar. Além desta figura de linguagem apenas dizer que não existe métrica para o esforços que faço em ajudar. No exato momento em que percebo que precisam de mim. Não precisa nem chamar, muito menos pedir.
Esta é uma qualidade que tenho, sei ser empatica e largo tudo quando precisam de mim.
Também são eles que correm quando peço colo. Eu raramente peço, mas quando peço é porque realmente preciso.
Não falo de todos os assuntos com todos, sou meio que seletiva e sei qual dos ouvidos são os que cabem em cada assunto.
Não pensa você que esta deferência é dedicada indistintamente.
Tem gente que eu NÃO quero pra amigo.
Os escolhidos são a dedo e com olhar clínico, possesivamente eu os quero pra esta e pras outras vidas perto de mim.
14 junho 2020
Dias 85, 86, 87 - 14.06.20
As datas comercias, onde as vezes alguns se antecipam para não sofrer, passou!
Eu comemorei aniversário de uma amiga.
Pensei tanto!
No sábado teve um jantar incrível, de uma cheff show. Dia de conhecer parentes de amigos. Comida e bebida saborosas, boas risadas e jogatina. Eu admiro muito gente que sabe receber. Acolher!
E hoje... Foi daqueles domingos sem cara de domingo.
Sem gosto.
Sem propósito.
Amanheceu nublado com temperatura baixa e um ventinho sem necessidade.
Manhã sozinha, parte da tarde também. A companhia foi de um livro que por sorte descobri muito cedo que são sempre um bom par.
Um livro espírita, vontade de compreender um pouco algumas teorias.
Eu realmente dei conta de mais de duzentas páginas e quando finalizei estava quase congelada.
Precisou casaco, xale e café pra aquecer.
Tem uns questionamentos morrendo na garganta e eu detesto isso.
As perguntas precisam ser feitas.
Uma coisa que me intriga e quando não acho as respostas.
Das premissas que me rondam aqui:
N.1 fazer perguntas pro mundo e pra mim tem sido a minha especialidade.
N.2 Querer desvendar sentimentos em domingos frios não é uma boa pedida.
Por que será??
Ora, ora ... medo de ser a água que eu disse que não beberia.
11 junho 2020
Dia 84- 11.06.20
Hoje quem me deu a vida está celebrando a sua.
Eu rezo a Deus para que ela tenha saúde e vida longa.
É meu exemplo de retidão, garra e resiliência.
Sou grata a Deus por ela ser minha e eu ser dela.
A família vai aumentar.
Estamos felizes
10 junho 2020
Dia 83- 10.06.20
O vinho foi escolhido a dedo.
Daqueles que merecem ser bebidos em dias de alegria.
A primeira live a gente não esquece.
Falar do que se sente, se acredita e do que se vive é muito tranquilo.
Não é possível falar de educação sem amor.
Hoje recebi carinho em forma de mensagem, os incentivos foram em quantidade suficiente para aquecer meu dia , chuvoso e frio de junho.
Se tem uma coisa que mexe muito comigo é saber que as pessoas acreditam em mim. Sinto uma vontade enorme de merecer a deferência.
Eu amo tanto e acredito tanto no que faço.
Eu sou uma pessoa que teve muitas oportunidades na vida, sou grata e procurei aproveitar e compartilhar o máximo cada uma delas.
Tem um barulho de chuva lá fora, ainda tem vinho na taça.
Eu vou rezar e agradecer.
09 junho 2020
Dia 82- 09.06.20
Tem dias que todos os sentidos estão ouriçados. Um destes dias esta prestes a terminar.
Sabe quando tudo colabora ou encaminha pra pensar... pensar e pensar.
As vezes parece que pensar demais não é nem bom.
São detalhes, elementos, situações...
Bom senso... valores...
Desconectar e parar com isso.
Uma noite no meio e tudo tende a apaziguar.
Ou, quase tudo.
08 junho 2020
Dia 81- 08.06.20
As fotografias eternizam os momentos e as que publicamos, além disto, mostram ao mundo o que queremos mostrar.
Só não vê, quem não quer.
07 junho 2020
Dia 80- 07.06.20
Tem uma lua descomunal no céu.
Morreu a primeira pessoa de COVID na cidade que eu trabalho.
No país está uma loucura!
Hoje eu precisava de um colo.
06 junho 2020
Dia 79- 06.06.20
Negócio incrível na vida da pessoa é a memória.
Mais incrível talvez, quais os pensamentos acessamos, diante de cada situação.
Me dedico a analisar quanta informação, lembranças e memórias afetivas ou não, somos capazes de armazenar ao longo da vida. Não cabe nas medidas convencionais.
A ciência ainda não precisou fielmente quanta informação cabe neste hd.
Mas uma coisa é fato, memórias doces são mais leves e ocupam muito menos espaço. O que me parece excelente.
Também são elas, as quais me reporto numa noite de insônia não habitual, numa tarde de chuva, numa manhã de frio, no chimarrão do pôr do sol.
Eu gosto, de pensar em coisas altruístas e positivas, gosto das vivências que me fizeram crescer, que me fizeram mais humana, mais forte, mais mulher.
E clichê ou não, eu jamais esqueço quem é o que me faz bem. O contrário é igualmente verdadeiro.
Quando tenho tempo de analisar e se tem uma coisa que tem me sobrado é tempo, procuro repassar o que fica nos arquivos daqui, e é tão evidente, sempre foi, não tem rancor, mágoa , azedume... raríssimas são as lembranças ruins que merecem arquivo. Que bom, que eu realmente não gasto espaço com isso.
São memórias sensíveis, excitantes, gratas, as que alimentam meus pensamentos.
Quanta coisa linda eu já vivi. Sou mulher de sorte e oportunidades.
Agarrei todas que tive coragem.
Acho que o medo me paralisou uma única vez... talvez ele quisesse me dizer que era melhor daquele jeito naquele momento.
Eu sou corajosa e ousada. Tenho um sexto sentido apurado no que diz respeito ao momento certo realizar vivências.
Uma vez me disseram que somos o que pensamos e que caminhamos para o que acreditamos, nesta premissa TUDO que tenho desejado e buscado vai gradativamente acontecendo na minha vida.
Tem muita coisa por vir e VIRÁ.
Dia 77, 78 04 e 05.06.20
Quinta- feira teve comemoração do aniversário da minha comadre.
Saudades de me arrumar, colocar um salto, umas roupa bonita e comer pizza com vinho.
Com gente querida, matando a vontade de conversar e gargalhar alto.
É foi assim que foi!
Na sexta... um convite inusitado.
Para fazer uma live sobre literatura infantil. Detalhe, convite partiu de uma contadora de histórias que eu simplesmente amo.
Fiquei feliz, apesar de considerar que muitas outras pessoas teriam mais condição de falar sobre o tema.
Mas... convite feito, convite aceito.
Vamos fazer o melhor possível.
03 junho 2020
Dia 76- 03.06.20
Meu chuveiro quase queimou. Estava derretendo os fios.
Ainda nem zeramos a temperatura. Chegou a 4 graus apenas, mas eu gosto de banho quente e demorado. Não há chuveiro que resista.
O banho é pra mim é eu já escrevi sobre ele... uma espécie de ritual de encontro. Onde me vejo numa entrega única. Num momento sagrado de paz e individualidade. Os pensamentos se sentem livres, leves e soltos.
No banheiro posso me encontrar comigo e com as partes de mim que completam o todo.
A água que corre lava e leva toda e qualquer energia ruim que, inevitavelmente escorre pelo ralo.
E vai trazendo força, vigor, esperança.
Sim! É assim que me sinto.
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