10 junho 2020

Dia 83- 10.06.20

O vinho  foi escolhido a dedo.
Daqueles que merecem ser bebidos em dias de alegria. 
A primeira live a gente não esquece. 
Falar do que se sente,  se acredita e do que se vive é muito tranquilo. 
Não é possível falar de educação sem amor. 
Hoje recebi carinho em forma de mensagem, os incentivos foram em quantidade suficiente para aquecer meu dia , chuvoso e frio de junho. 
Se tem uma coisa que mexe muito comigo é saber que as pessoas acreditam em mim. Sinto uma vontade enorme de merecer a deferência. 
Eu amo tanto e acredito tanto no que faço. 

Eu sou uma pessoa que teve muitas oportunidades na vida,  sou grata e procurei aproveitar e compartilhar o máximo cada uma delas. 

Tem um barulho de chuva lá fora, ainda tem vinho na taça. 
Eu vou rezar e agradecer.



09 junho 2020

Dia 82- 09.06.20

Tem dias que todos os sentidos estão ouriçados.  Um destes dias esta prestes a terminar. 
Sabe quando tudo colabora ou encaminha pra pensar... pensar e pensar. 
As vezes parece que pensar demais não é nem bom. 
São detalhes,  elementos,  situações...
Bom senso... valores...
Desconectar e parar com isso. 
Uma noite no meio e tudo tende a apaziguar. 

Ou,  quase tudo. 







 

08 junho 2020

Dia 81- 08.06.20

As fotografias eternizam os momentos e as que publicamos,  além disto,  mostram ao mundo o que queremos mostrar. 

Só não vê,  quem não quer. 

07 junho 2020

Dia 80- 07.06.20

Tem uma lua descomunal no céu. 

Morreu a primeira pessoa de COVID na cidade que eu trabalho. 
No país está uma loucura!

Hoje eu precisava de um colo.

06 junho 2020

Dia 79- 06.06.20

Negócio incrível na vida da pessoa é a memória. 
Mais incrível talvez,  quais os pensamentos acessamos,  diante de cada situação. 
Me dedico a  analisar quanta informação,  lembranças e memórias afetivas ou não,  somos capazes de armazenar ao longo da vida. Não cabe nas medidas convencionais. 
A ciência ainda não precisou fielmente quanta informação cabe neste hd.
Mas uma coisa é fato, memórias doces são mais leves e ocupam muito menos  espaço. O que me parece excelente. 
Também são elas, as quais me  reporto numa noite  de insônia não habitual, numa tarde de chuva,  numa manhã de frio,  no chimarrão do pôr do sol.  
Eu gosto,  de pensar em coisas altruístas e positivas,  gosto das vivências que me fizeram crescer,  que me fizeram mais humana,  mais forte,  mais mulher.
E clichê ou não, eu jamais esqueço quem é o que me faz bem. O contrário é igualmente verdadeiro. 
 
Quando tenho tempo de  analisar e se tem uma coisa que tem me sobrado é tempo,  procuro repassar o que fica nos arquivos daqui, e é  tão evidente,  sempre foi,  não tem rancor, mágoa ,  azedume... raríssimas são as lembranças ruins que merecem arquivo.   Que bom,  que eu realmente não gasto espaço com isso. 
São memórias sensíveis,  excitantes,  gratas, as que alimentam meus pensamentos. 

Quanta coisa linda eu já vivi. Sou mulher de sorte e oportunidades. 
Agarrei todas que tive coragem. 
Acho que o medo me paralisou uma única vez... talvez ele quisesse me dizer que era melhor daquele jeito naquele momento. 

Eu sou corajosa e ousada. Tenho um sexto  sentido  apurado no que diz respeito ao momento certo realizar vivências. 

Uma vez me disseram que somos o que pensamos e que caminhamos para o que acreditamos, nesta premissa TUDO que tenho desejado e buscado vai gradativamente acontecendo na minha vida. 
Tem muita coisa por vir e VIRÁ. 




Dia 77, 78 04 e 05.06.20

Quinta- feira teve comemoração do aniversário da minha comadre. 
Saudades de me arrumar, colocar um salto,  umas roupa bonita e comer pizza com vinho. 
Com gente querida, matando a vontade de conversar e gargalhar alto.
É foi assim que foi!



Na sexta... um convite inusitado. 
Para fazer uma live sobre literatura infantil.  Detalhe,  convite partiu de uma contadora de histórias que eu simplesmente amo. 
Fiquei feliz,  apesar de considerar que muitas outras pessoas teriam mais condição de falar sobre o tema.
Mas... convite feito,  convite aceito. 

Vamos fazer o melhor possível. 

03 junho 2020

Dia 76- 03.06.20

Meu chuveiro quase queimou.  Estava derretendo os fios. 
Ainda nem zeramos a temperatura. Chegou a 4 graus apenas,  mas eu gosto de banho quente e demorado. Não há chuveiro que resista. 
O banho é pra mim é eu já escrevi sobre ele... uma espécie de ritual de  encontro.  Onde me vejo numa entrega única.  Num momento sagrado de paz e individualidade. Os pensamentos se sentem livres,  leves e soltos.  
No banheiro posso me encontrar comigo e com as partes de mim que completam o todo. 
A água que corre lava e leva toda e qualquer energia ruim que, inevitavelmente escorre pelo ralo. 
E vai trazendo  força,  vigor,  esperança. 
Sim! É assim que me sinto. 
 





02 junho 2020

Dia 75- 02.06.20

Produzir vídeos, áudios, lives e tudo mais  que este home office me provocou a fazer , aparece como uma oportunidade de aprendizado. 

Eu gosto de ver o lado bom das coisas , isso é  experiência que me acompanha desde SEMPRE e realmente sei que atravesso esta é chego do lado de lá mais sensível.  Mais predisposta a ouvir,  a dividir a compartilhar.  

Quando se grava vídeos é necessário saltar da cama inspirada, ter cabelo escovado,  um batom na boca e vestir-se adequadamente.  Tá que  eu não gosto de passar o dia de pijamas do batom estar sempre por aqui... mas o negócio é  de estado de espírito.  Se levantar com astral mais  elevado.

Hoje,  que o cabelo estava sujo,  e uma nostalgia louca me abateu eu gravei uma poesia, tão linda.  Utilizei imagens e um timbre de voz dos dias que a saudade aperta com força. 
Que bom que a voz está sempre pronta,  exceção bem cedo que ela é um pouco rouca.  Mas bem cedo eu não tenho acordado a muitos dias.

A sonoridade da voz que embarga de saudades quando algumas lágrimas teimosas aparecem e engasgam na garganta da gente. 
Eu sou emotiva,  manhosa até,  mas hoje,  ah  hoje eu lembrei das minhas avós.  E pra elas eu dedico a minha maior deferência,  mulheres guerreiras e fortes. 

Elas me inspiram daqui até a eternidade. 

P.s Palavras de carinho.  Poxa! De quem nunca se expressa assim.  Poxa ao quadrado. 

01 junho 2020

Dia 74- 01.06.20

Entramos no sexto mês do ano. 
Chegamos a metade de um ano,  onde dependendo do prisma que vemos... já vivemos o dobro. 
Falo de dormir por exemplo,  acordar sem despertador,  organizar armários,  ler.  É destas coisas boas de viver que quero dizer hoje. 
De dormir tarde,  ah como eu amo,  é uma espécie de rebeldia ao sistema, não precisar dormir cedo. Ficar comigo no sofá,  lendo,  assistindo filmes,  séries ,  documentários.  Tomando um chá,  um vinho uma água  e tendo o prazer de curtir a minha companhia.  Ah eu gosto tanto de ficar comigo. 

Neste mês de junho eu chego,  assustada é verdade,  mais com todos os conceitos, valores e princípios passados a ferro.  Novinhos em folha,  joguei fora alguns paradigmas,  reforcei algumas certezas.  Sou mais eu,  mais autêntica,  uma pessoa melhor certamente. 
Este junho chega e me encontra  me olhando bem dentro dos olhos e sabendo o que quero melhorar,  onde precisou crescer.
O tempo livre, o ócio criativo faz isso com a gente. 

Eu gosto de observar o movimento que eu faço como gente. 

De agora em diante o tempo vai ser sempre atual. Hoje é hoje. Espanto-me ao mesmo tempo desconfiado por tanto me ser dado. E amanhã eu vou ter de novo um hoje. Há algo de dor e pungência em viver o hoje.
(Clarice Lispector em Um Sopro de Vida)

31 maio 2020

Dia 72 e73 - 30.05 e 31.05

Um sábado diferente do de Clarice.  Este não foi a rosa da semana,  no máximo, no máximo um cravo. 
Fazem muitos sábados que falta um pouco de perfume. 

Depois dos testes e das confirmações dos casos de COVID-19 tão  próximos, as medidas de cuidado e isolamento foram redobradas.
Fisicamente todos bem! Emocionalmente em frangalhos. 


Domingo, cama,  comida,  cama. 
Nesta dinâmica o dia passou, meio estéril,  insonso e frio. 
Faltou até vontade de ler aquele livro super bacana que comecei. 
Pouca produção,  rara inspiração. 
Saudade.  
Engraçado,  quando a gente não pode ver as pessoas que gosta,  sente mais falta delas.  Muito mais.
Estamos chegando no mês de junho  e estou em casa , sem trabalhar como habitualmente, a 72 dias.  
72 dias! 
Eu tenho feito de um tudo pra me aproximar , me sentir perto,  presente,  útil. 
Eu sinto falta das minhas crianças,  eu sinto falta de gente. 

Hoje eu não tô bem.

Acredito que já passei por inúmeras fases e estágios neste isolamento.  Hoje,  parece que me acometeu uma sensação de VAZIO.  Um profundo vazio... Talvez seja o domingo a noite,  talvez não. 






29 maio 2020

Dia 71- 29.05.20

Minha mãe e minha irmã que tiveram contato com meu  tio infectado,  testaram NEGATIVO para covid 19. Graças a Deus!!!


Um alívio, uma sensação tão, mais tão, mais tão boa. 

Leveza e redobrar cuidados. 

Hoje,  retomar homeoffice total,  sem ir pra unidade. 

Meus tios e primos estão bem,  se recuperando. 


Quando será que isso tudo vai acabar???



Total de visualizações de página

Sempre

 Sempre que me sobra um mísero tempo, eu tenho vontade de  escrever. Ele anda escasso, veloz  e teimoso. Acredito que as palavras, este espa...